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Campina Grande - PB

Vaqueiros da PB pedem intervenção dos deputados na legalidade da vaquejada

11/10/2016 às 17:27

Fonte: Da Redação de João Pessoa*

Foto: Paraíbaonline

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Dezenas de vaqueiros do Estado da Paraíba fizeram uma manifestação em frente a Assembleia Legislativa, nesta terça-feira (11),  para solicitar dos deputados intervenção  junto à justiça para tornar legal a prática da vaquejada no Estado.

A manifestação dos vaqueiros foi por conta da decisão tomada pelo Supremo Tribunal Federal, que julgou inconstitucional a lei cearense 15.299/2013, que regulamentava os espetáculos de vaquejada no Estado.

Com o entendimento da Corte Máxima do país, a vaquejada passa a ser considerada uma prática ilegal, relacionada a maus-tratos a animais e, portanto, proibida.

A decisão do STF deixou preocupados os corredores de vaquejadas e de fazendeiros que promovem o esporte em toda a Paraíba. Segundo Leo Freitas, relações públicas da Associação Brasileira de Vaquejada, o entendimento do STF foi errôneo e vai prejudicar mais de 600 mil pessoas, que vivem do emprego direto e indireto das vaquejadas.

“Nós não somos criminosos e defendemos uma vaquejada legal, até porque hoje existem  pela Associação regulamentos e normas que protegem o boi, o cavalo e o vaqueiro de qualquer lesão ou maus-tratos e isso o Supremo não levou em conta. Nós fomos julgados por vídeos que existem no youtube,cujas práticas já foram ultrapassadas há mais de dez anos, mas foram mostrados para sociedade de  modo que ficasse contra a essa cultura que é secular. Nós estamos aqui em defesa da nossa cultura e da vaquejada legal”, destacou Freire.

Após a manifestação os vaqueiros participaram de uma audiência pública na Assembleia Legislativa de autoria do deputado Raniery Paulino (PMDB) para abrir a discussão sobre o assunto, que contou coma presença de mais de 60 vaqueiros, empresários, e entidades protetoras dos animais.

O deputado João Gonçalves (PDT) destacou que o direito consuetudinário deverá ser respeitado.

Foto: Paraíbaonline

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“A Corte analisou um papel. O Brasil é muito grande e tem que ser analisado pelas suas regionalidades. A vaquejada é um esporte que, acima de tudo, gera o desenvolvimento por meio do emprego e renda. Se querem discutir maus-tratos, vamos discuti,r agora proibir é impossível. O maus-tratos existem no não atendimento nos hospitais às pessoas, na falta de medicamentos,  enfim, a sociedade tem que levantar esta causa. Podemos rediscutir a vaquejada, mas não proibi-la”, avaliou o deputado.

Para tanto, João Gonçalves criou uma Frente Parlamentar para defender a vaquejada na Paraíba e tem também como árduo defensor o deputado Antônio Mineral (PSDB), que fez um contundente discurso da Tribuna se contrapondo à decisão do STF. Fã do esporte, o deputado disse que a proibição foi desnecessária.

“A vaquejada não só é um esporte, mas é um evento que mantém a cultura nordestina, movimenta as regiões e traz vários benefícios para o comércio. Temos que lutar pela permanência da vaquejada. Nós , deputados temos que lutar em defesa pela continuidade dessa manifestação cultural nordestina”, conclamou Mineral.

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