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Campina Grande - PB

Sindicalista aponta as dificuldades enfrentadas pelos vigilantes em Campina

10/01/2017 às 15:55

Fonte: Da Redação

O presidente do Sindicato dos Vigilantes de Campina Grande, Edmir Bernardo, lamentou o fato da categoria ter perdido um colega de trabalho no início deste ano.

Na madrugada do último sábado (7), um vigilante foi achado morto dentro de uma escola estadual localizada na Rua Bruxelas, no bairro Cuités, em Campina Grande.

– Esse ano não começou muito bom. Tivemos o assassinato de um vigilante trabalhando. É triste e o sindicato só tem a lamentar. Quanto é que vale a vida de um trabalhador? Por causa de uma arma perdeu a vida – disse.

O sindicalista frisou que muitos lugares deveriam ter, no mínimo, dois vigilantes, como no caso da escola onde o profissional foi assassinado.

–  Eu estive visitando ontem no colégio, que é longe da cidade e isolado. Deveria ser, no mínimo, dois vigilantes. A empresa não coloca porque alega que não recebe por dois vigilantes e daí fica o vigilante à mercê – comentou.

Edmir contou que esteve presente em oito escolas que contrataram o serviço de vigilância, frisando que é bom os educandários terem vigilantes, porque gera empregos.

Por outro lado, ele citou as condições do local de trabalho dos profissionais destacando que, muitas vezes,eles não têm onde ficar para se protegerem contra possíveis ações de meliantes.

Foto: Paraibaonline

Bernardo explicou que o profissional que foi morto no último sábado começou a trabalhar na empresa no dia 1º de dezembro de 2016, mas tinha experiência na função há bastante tempo.

– Ele estava em uma sala onde funcionava a biblioteca do colégio, não tinha guarita. Segundo os companheiros, as luzes ficam ligadas direto e o bandido viu onde o vigilante estava. Não tinha para onde ele sair, a questão toda foi esta – explicou.

Ele afirmou que o sindicato está dando apoio a família do profissional, que tem direito de receber seguro de vida devido ao falecimento da vítima.

Além disso, o presidente do sindicato salientou que os vigilantes ficam com medo das ações dos criminosos e se recusam desempenhar suas atividades em alguns postos na cidade.

A categoria, em Campina Grande, recebe mensalmente R$ 1.219,56 e ticket alimentação no valor de R$11,00.

O outro obstáculo enfrentado pelos profissionais é o atraso no repasse de recursos por parte dos governos, que são os principais contratantes do serviço, para as empresas a qual eles são funcionários.

Por fim, Edimir salientou que a construção de guaritas em estabelecimentos comerciais, com o objetivo de proteger os vigilantes, que foi pedida através de ação na Justiça e foi negada por magistrados.

As informações foram veiculadas na Rádio Campina FM.

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