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Campina Grande - PB

Semas finaliza atividades alusivas ao Novembro Azul, em Campina

30/11/2016

O Centro de Referência Especializada em População em Situação de Rua (Centro POP), através da Secretaria de Assistência Social (Semas) de Campina Grande, finalizou nesta quarta-feira, 30, as atividades do mês com palestras e rodas de conversa com o tema da Campanha Nacional de Conscientização da Saúde do Homem, o “Novembro Azul”.

Novembro Azul é mais conhecido como o mês oficial da conscientização do câncer de próstata, e sua programação tem o intuito de alertar o público masculino para a importância do autocuidado na saúde.

Na ocasião, os usuários do Centro POP foram alertados sobre a importância e conscientização do autocuidado e em relação à higiene pessoal e cuidados básicos.

A educação em saúde básica tem sido considerada uma importante estratégia para promover a saúde coletiva.

O Centro atende homens e mulheres a partir de 18 anos, através de busca ativa ou por demanda espontânea realizadas pela equipe técnica da unidade por toda cidade.

Geralmente são pessoas em situação de rua, que não possuem mais documentos, trabalho formal ou morada fixa, além de apresentar vínculos familiares rompidos ou fragilizados.

Isso acontece, em muito casos, devido ao uso de substancias psicoativas, o que os conduzem a um estado de degradação e vulnerabilidade, forçando-os a usar  como moradias locais públicos, a exemplo de viadutos, praças e vielas.

As atividades educativas desenvolvidas pela unidade foram ministradas pela enfermeira do Centro POP Eliane da Silva.

O principal fator que desestimula os homens a realizarem os exames periódicos é o preconceito que os moradores de rua enfrentam por parte de alguns profissionais da saúde.

Por não possuírem sequer um documento de identificação, eles não conseguem atendimento na rede pública de saúde.

“Os usuários atendidos pelos Centro POP relatam que quando estavam em situação de rua, fazendo uso de praças e viadutos para pernoite, não tinham acesso ao atendimento básico de saúde, muitas vezes eram rotulados como ‘maconheiros’, onde o tratamento médico no SUS é direito de todos”, relatou Katia Suzana, psicóloga do Centro POP.

FONTE: Da Redação com Codecom/CG

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