...

Campina Grande - PB

Projeto Redes de Inclusão define kit para bebês com Síndrome Congênita do Zika

18/10/2016

Foto: Codecom/CG

Foto: Codecom/CG

O projeto Redes de Inclusão, organizado pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef), discutiu e definiu na tarde desta terça-feira, 18, os materiais que deverão ser utilizados por familiares de crianças com microcefalia e outros distúrbios causados pela Síndrome Congênita do Vírus Zika para reabilitação em casa.

A reunião foi realizada no Centro Regional de Reabilitação e Assistência em Saúde do Trabalhado (Cerast), em Campina Grande. Participaram do trabalho representantes do Unicef, das secretarias municipais de Saúde e de Educação e do Ministério da Saúde.

Os profissionais discutiram os recursos a serem utilizados e definiram uma série de brinquedos educativos que ajudarão a estimular e a desenvolver as competências motoras e sensoriais das crianças. São bonecas, livros de alto-relevo, tapetes e outros artifícios.

Os materiais serão produzidos e repassados para os familiares, a fim de que eles exercitem a estimulação precoce em suas casas como forma complementar o trabalho de fisioterapia realizado nos serviços especializados. Pelo menos 20 mães deverão receber os kits, no próximo dia 17 de novembro, para realizar testes com os materiais e avaliar o nível de desenvolvimento das crianças através do trabalho com estes brinquedos.

O projeto Redes de Inclusão é uma iniciativa ampla, que pretende capacitar profissionais de saúde, da educação, cuidadores e familiares com métodos padrões de ação no tratamento da síndrome. No dia 18 de novembro será iniciada uma capacitação com os profissionais de Campina Grande e de outras cidades.

O projeto é realizado em conformidade com o programa Zikalab, que foi lançado esta semana em Campina Grande e que também vai formar 200 trabalhadores de saúde da cidade e de 31 municípios para atuar nesta área.

“Quanto mais projetos de capacitação acontecerem, mais atendimento de qualidade poderemos ofertar. É bom ressaltar que todos estes institutos têm desenvolvido estes cursos em Campina Grande porque nós temos uma rede de serviços e experiência no assunto para ajudar a preparar as qualificações dos profissionais, uma vez que dispomos do Ambulatório Especializado do Hospital Municipal Pedro I”, destacou a secretária municipal de Saúde, Luzia Pinto.

Foto: Codecom/CG

Foto: Codecom/CG

Luzia ressaltou ainda, que os fisioterapeutas do Ambulatório já têm realizado oficinas de estimulação precoce e de produção de brinquedos que ajudam no desenvolvimento das crianças junto às famílias.

“É por isso que nossas crianças estão conseguindo avançar. Já temos bebês que dão alguns passos e outros que conseguem atender a comandos, como qualquer outra criança na mesma faixa etária”, endossou a média Adriana Melo.

Já a secretária municipal de Educação, Iolanda Barbosa, explicou que a Prefeitura de Campina Grande já preparou auxiliares pedagógicos e professores para receber as crianças com a síndrome nas creches. “Campina Grande está sendo exemplo para todo o mundo com suas respostas rápidas para o problema da microcefalia”, disse. As aulas de formação do Zikalab começam na próxima quinta-feira, 20, na Escola Superior de Aviação Civil (ESAC), no bairro do Catolé.

FONTE: Codecom/CG

Veja também

Comentários