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Campina Grande - PB

Nova coluna de Rafael Holanda: Andanças

28/11/2016

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Por Rafael Holanda (*)

Ando por caminhos sem fim, por estradas de dimensões infinitas com a finalidade de corrigir pequenos defeitos que aos olhos de Deus se agigantam, pelas minhas inoperâncias em não saber entender o que se torna difícil decifrar.

Torno-me porta aberta para todos que se perdem a imensa escuridão da vida, para os que vivem na baixa linha da miséria, para os que são glorificados pelas falsas testemunhas dos que de fato amam Deus, apenas para publicações.

O mundo se tornou um bordel, já não se encontra a paz absoluta em sua casa, pois o mau com sua capacidade de interagir faz com que o silencio dos bons se tornassem pequenas historias que se depositaram no fundo falso da mentira.

Nos perdemos na imensa vala da insegurança que por si só já nos estabelece com sepulturas do cotidiano; os inocentes são massacrados, os potentes vivem com sua força por encontrarem que lute por seu projetos.

Desgraça pouco nunca foi meio de vida, os desejos  de todos é que haja de fato a paz que faça com que a comunidade abra as suas portas para receber  os que buscam um pouco de pão para saciar a sua forme.

Em decorrência da violência o medo se fez testemunha de muitas casas, sendo que algumas perderam a oportunidade de uma visita de anjos que buscam testar um pouco de bondade que ainda resta neste mundo.

Nos milagres da vida haverá sempre um momento para se alegrar, as tristezas que cruzam em balsas das misérias cruzam o rio para trazer desesperança, mas a crença que envolve o homem possui um poder regido pela fé.

O mundo se tornou adepto ao Evangelho é tem trabalhado com desenvoltura e destituindo arrogâncias; auxiliando nos momentos difíceis da vida, ouvindo mais e falando menos, pois compreenderam que a humildade é essencial ao equilíbrio, ao progresso e pratica do bem.

Os pequenos gestos do cotidiano revelam que a balança do bem vem mostrando a sua capacidade de regeneração, em decorrência das gotas  de humildade que caem de forma constante no mar do orgulho.

As manifestações exteriores, nem sempre corresponde as manifestações interiores, muitos se veste em pele de cordeiro para que possam expor diante dos menos afortunados a sua capacidade de lobo.

O grande problema é que muitos machucam os seus pés para pagamentos da promessas ou peregrinações, mas se sentem incapazes de sujá-los na lama com a finalidade de auxiliar ou amenizar uma Dora na periferia.

Somos capazes de renunciar a todos os prazeres normais do cotidiano, mas fugimos do momento oportuno de enxugar uma lágrima;trazer para sombra aquele que padece sob um sol causticante.

Somos verdadeiramente mentirosos, encaramos levar as cruzes nas grandes procissões, mas nos perdemos pelas estradas que nos clamam  devido ao sofrimento e escusamos de oferecer o ombro ao irmão em plena aflição.

Não há promessa que seja cumprida; entra ano e sai ano é as lágrimas apresentadas no abrir do ano seguinte são as mesmas do ano passado  com  mais sofisticação e regida por chips ou com um pouco de cebola  colocada no lenço. Viveremos eternamente na ilusão.

(*) Médico

FONTE: Da Redação

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