...

Campina Grande - PB

Limitar gastos públicos é revolução fiscal, defendem confederações empresariais

09/10/2016 às 21:47

Fonte: Ascom

Foto: Ascom

Foto: Ascom

Nove confederações empresariais assinam manifesto publicado em veículos da imprensa nesta sexta-feira (7) em defesa da aprovação pelo Congresso Nacional do projeto que impõe limites aos gastos públicos.

A Proposta de Emenda Constitucional (PEC) 241 estabelece um teto à expansão das despesas, que, durante 20 anos, ficará limitada à inflação do ano anterior.

O documento ressalta que com a aprovação, os parlamentares podem “apontar o rumo correto para o país superar seus problemas e retornar ao caminho do desenvolvimento”.

“A aprovação da PEC 241 é fundamental na criação de condições mínimas para que o governo possa reverter o atual quadro de profundo desequilíbrio das contas públicas, proporcionando a recuperação da confiança e a criação de um ambiente mais saudável e propício ao crescimento”, afirma Robson Braga de Andrade, presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), uma das signatárias do manifesto.

Em 2015, os gastos primários do governo federal foram de 19,6% do Produto Interno Bruto (PIB) e devem atingir 20,1%, em 2016.

O documento ressalta que se a proposta tivesse sido adotada em 2006, os gastos da União seriam hoje de 10% do PIB.

“O desajuste nas contas públicas desorganiza a economia, é combustível para a inflação, inibe os investimentos, causa a quebra generalizada de empresas e impede o crescimento. Esse descontrole é um dos grandes motivos do desemprego recorde no país, que atinge 12 milhões de pessoas”, diz o texto do documento.

Assinam o documento a Confederação Nacional da Indústria (CNI), Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), Confederação Nacional do Transporte (CNT), Confederação Nacional das Cooperativas (CNCOOP), Confederação Nacional da Comunicação Social (CNCS), Confederação Nacional das Instituições Financeiras (CNF), Confederação Nacional de Saúde (CNS), Confederação Nacional das Empresas de Seguros Gerais, Previdência Privada e Vida, Saúde Suplementar e Capitalização (CNseg).

Veja também

Comentários