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Campina Grande - PB

Gestão Romero planta quase 20 mil árvores e projeta ampliação da meta para 2017

30/12/2016 às 8:50

Fonte: Codecom/CG

O projeto “Minha Árvore”, da Prefeitura de Campina Grande, executado por intermédio da Secretaria Municipal de Serviços Urbanos e Meio Ambiente (Sesuma), em parceria com a Secretaria Municipal de Educação (Seduc), pretende atingir a meta de plantar 20 mil mudas na cidade.

O Minha Árvore é considerado o maior programa de arborização da Paraíba.

Foto: Codecom/CG

Para se ter uma ideia da importância do projeto de arborização, o plantio de mudas de novas árvores vem beneficiando todos os bairros, logradouros públicos como as praças e canteiros centrais dos principais corredores da cidade, além de avenidas como a Manoel Tavares, Almirante Barroso, Portugal, Floriano Peixoto, Costa e Silva, Juscelino Kubitschek e muitas outras.

Além disso, com o apoio da Seduc, a ação atendeu também mais de 30 escolas da rede pública e privada, ONGs e outras entidades ambientalistas da sociedade civil, com a distribuição de mudas e aulas de Educação Ambiental que ensinam, na prática, como plantar árvores frutíferas e ornamentais.

Vários estudantes que participaram efetivamente da iniciativa, com a orientação da equipe do projeto “Minha Árvore”, são homenageados com um certificado de “Amigo do Meio Ambiente”, assinado pelo prefeito Romero Rodrigues.

“Quando o aluno faz adesão ao programa, nós encaminhamos uma equipe da Sesuma para fazer o plantio, com a autorização dos pais. Fornecemos as grades de madeira que protegem a mudinha, além de toda orientação por parte da PMCG. São os pais que ficam responsáveis por escolher qual espécie plantar”, explicou Denise de Sena, coordenadora do projeto.

Foto: Codecom/CG

Estão disponíveis para plantio mudas de mororó, ipês (amarelo, roxo e branco), jasmim, jacarandá, flamboyanzinho, craibeira, pau d’arco, bougainvilles, palmeiras imperiais e outras espécies. Já entre as mudas de árvores frutíferas estão as goiabeiras, acerolas, pitangas e mangas, entre outras.

Qualquer pessoa pode se cadastrar e receber as mudas, que serão entregues pelos técnicos da Sesuma.

A Coordenadoria de Meio Ambiente (Comea), embora trabalhe com uma agenda por bairro, também atende aos moradores que solicitam o plantio.

Foto: Codecom/CG

Conforme o cronograma, de segunda a sexta-feira é realizado o plantio programado nos bairros contemplados. Já aos sábados, a coordenadoria realiza o plantio em escolas privadas, Parque da Liberdade e residências de moradores da área que aderiram ao projeto.

A expansão da área verde de Campina Grande constitui uma das prioridades do governo Romero Rodrigues, tanto é que foi criado, em 2014, o “Habite-se Ecológico”, desenvolvido com base em lei aprovada na Câmara Municipal.

A lei foi aperfeiçoada pelo Poder Executivo e determina que o chamado “Habite-se” só pode ser liberado se houver o plantio de uma árvore a cada 60 metros quadrados de área construída. Esse trabalho é conjunto e reúne o esforço de várias secretarias.

“Queremos, com este trabalho coletivo, o plantio de mudas em larga escala em Campina Grande, visando superar o déficit de árvores na cidade”, explicou André Agra, secretário de Obras e Planejamento do município.

Já o projeto “Minha Árvore” foi criado em 2014, com o desafio de aumentar a área verde da cidade e começou pelas escolas dos bairros, onde são plantadas as várias espécies de mudas.

Foto: Codecom/CG

O programa também conta com palestras e orientação sobre a importância de cuidar do ambiente.

O secretário municipal de Serviços Urbanos e Meio Ambiente, Geraldo Nobre, explicou que o projeto Minha Árvore segue orientações técnicas para que seja realizado o correto plantio das mudas, seja nas espécies frutíferas, ornamentais e nativas, em residências ou espaços públicos.

Para os coordenadores destacaram-se durante esses quase quatro anos, como ações mais importantes, a arborização das praças, do Parque da Criança e, sobretudo, a parceria com a população, que está cada dia mais consciente da importância de preservar o Meio Ambiente.

Além disso, a conquista maior foi a criação do Viveiro Municipal, inaugurado em junho deste ano.

O viveiro municipal está localizado no bairro Serrotão, na comunidade São Januário, onde funcionava a sede local do Ibama.

A equipe do projeto produz as próprias mudas no local, que já conta com uma reserva de quase 20 mil mudas de 36 espécies, para atender todo o público através do número 3341-0600.

A equipe da Prefeitura Municipal vai à residência, planta a muda solicitada pelo morador e orienta como manter a planta viva, sem que gaste água em excesso.

Uma das alternativas sugeridas é a de encher uma garrafa PET, fazer pequenos furos e prender sobre a planta.

“Esse projeto é muito promissor às gerações futuras porque vai melhorar muito a qualidade de vida de todos, além de embelezar a paisagem urbana da Rainha da Borborema”, enfatizou Denise Sena.

Em pouco tempo a cidade contará com o primeiro Jardim Botânico e terá como sede a Mata do Louzeiro, além de uma segunda reserva no Complexo Aluízio Campos, no bairro do Ligeiro.

A lei que criou o Jardim Botânico foi sancionada pelo prefeito de Campina Grande, Romero Rodrigues, em dezembro de 2015, com ênfase para preservação de matas nativas da cidade, como é o caso do Louzeiro, que possui grande riqueza ambiental e já é área de preservação permanente, de acordo com o artigo 269, III, da Lei Orgânica do município.

Para a construção do Jardim Botânico, a Prefeitura tem feito negociações para desapropriação de áreas.

O Jardim Botânico vai ser o centro para todos os estudos ambientais que, segundo o prefeito Romero Rodrigues, contempla um projeto que inclui também o Jardim Botânico do Complexo Aluízio Campos.

No Complexo, uma área verde com mais de 500 mil metros quadrados está destinada à realização de pesquisas e programas voltados para o desenvolvimento da flora regional, de acordo com decreto assinado pelo prefeito.

Em destaque também como uma ação para melhoria do meio ambiente de Campina Grande, o Parque da Liberdade, inaugurado em julho deste ano e já funcionando, parcialmente.

A obra era um antigo sonho dos moradores da zona sul da cidade e sua primeira etapa ficou orçada em R$ 6,7 milhões.

Importante destacar que esse é mais um investimento realizado com recursos da Prefeitura Municipal.

O Parque da Liberdade, construído no terreno onde funcionava o Hospital João Ribeiro, numa área de 45 mil m², atende as comunidades do Jardim Paulistano, Jardim Quarenta, Rosa Cruz, Santa Rosa e outros bairros da zona sul.

“Estamos trazendo para a zona sul da cidade, num terreno adquirido pela Prefeitura, a área de esportes e lazer mais moderna de Campina Grande. Era um sonho nosso e dos moradores da região. Essa área, que é maior que o Parque da Criança, já está valorizando os bairros vizinhos, sobretudo a própria Liberdade”, destacou o prefeito Romero Rodrigues.

Foto: Codecom/CG

No Parque, a população tem orientação do programa Mexe Campina e conta com pista para caminhada, ciclismo, playground para crianças e academia popular. O funcionamento vai de 5h às 19h e recebe uma média diária de mil pessoas. A pista tem 800 metros de extensão e sete metros de largura, sendo três para os ciclistas e quatro para os corredores e caminhantes.

Todo o esforço da PMCG em cuidar do meio ambiente de Campina Grande foi reconhecido pela Associação Nacional de Prefeitos e vice-prefeitos do Brasil, durante o projeto “Prêmio ANPV de 2016”, quando Romero Rodrigues foi premiado na categoria “Sustentabilidade e Meio Ambiente”, pelo desenvolvimento do Minha Árvore – Uma Semente para uma Vida Melhor.

Embora tendo sua importância ainda desconhecida por muitos, as árvores desempenham um papel essencial à vida no planeta.

Para se ter uma ideia, o plantio preserva os ambientes florestais para a vida selvagem, evita ou desacelera a desertificação, melhora o clima e ajuda na captação de águas, através dos lençóis subterrâneos.

As árvores garantem, ainda, a necessidade de oxigênio para nossa existência; estão na base da cadeia alimentar; retêm gás carbônico; proporcionam sombra, alimentos, abrigos; são fornecedoras de matéria-prima para medicamentos e chás; produzem frutas, flores, sementes, fibras, madeira, látex, resinas e pigmentos; desenvolvem um papel relevante no ecossistema, pois são responsáveis por manter mais de 50% da biodiversidade, mantêm a umidade do ar e chuvas regulares e ainda embelezam a paisagem urbanística das cidades.

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