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Campina Grande - PB

Estudantes da Penha expõem trabalhos fotográficos na Estação Cabo Branco

26/11/2016

fotografia

fotos: Secom/JP

‘Todos diferentes. Todos iguais’ é nome da exposição fotográfica que alunos da Escola Municipal Antônio Santos Coelho, no bairro da Penha, abrem no dia 1° de dezembro na Estação Cabo Branco – Ciência, Cultura e Artes, no Altiplano.

As fotos vão ficar expostas no primeiro pavimento da Torre Mirante, com horário de visitação das 9h às 18h, de terça a sexta-feira, e das 10h às 19h nos sábados, domingos e feriados. A entrada é aberta ao público de todas as idades.

A exposição, que permanece em cartaz até o dia 24 de janeiro, é fruto dos projetos ‘Fotógrafos de Rua’ e ‘Viva a diferença na igualdade’, conduzidos pelo fotógrafo italiano Alberto Banal, radicado no Brasil há mais de quatro anos.

No local, o público vai poder conferir mais de 30 fotografias tiradas pelos alunos, que aprenderam, no mesmo momento, a arte de fotografar suas identidades e a ter estima por sua raça e cultura.

“O projeto Fotógrafos de Rua surgiu na Casa dos Sonhos com o intuito de proporciona aulas de fotografia a jovens e adolescentes do bairro Santo Amaro, no município de Santa Rita, e em várias comunidades quilombolas”, explicou Alberto Banal.

O projeto tem por objetivo geral ajudar adolescentes, jovens e mães a desenvolverem um olhar mais crítico de sua realidade. Especificamente, pretende contribuir para a formação de uma nova consciência de si mesmo através da análise e reflexão sobre as imagens tiradas na comunidade onde moram, pretendendo, ainda, incentivar o protagonismo social e uma maior visibilidade dos jovens no cenário da sua comunidade.

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“Ensinando a técnica da fotografia, fotógrafos de rua incentivam a autoestima dos alunos e a confiança nas suas possibilidades de desenvolvimento dentro e fora da comunidade. A fotografia poderá ser o instrumento de libertação e reconhecimento destes grupos excluídos e silenciados”, comentou Banal.

As aulas do projeto são compostas de uma parte teórica (expositiva e dialogada) e, no segundo momento, a parte prática nos lugares onde os alunos moram – aulas de campo. Nessas, os alunos aprendem técnicas de fotografia digital e debatem sobre o conteúdo das imagens “clicadas” durante o trabalho.

O ‘Fotógrafos de Rua’ insiste na utilização de instrumentos e formas de expressão que permitam a interação e o diálogo entre a fotografia e a visão da realidade das pessoas envolvidas. O resultado é mostrado nestas exposições coletivas.

O projeto já realizou cursos na Casa dos sonhos, na Casa do Menor Daniel Comboni, nos quilombos de Matão, Grilo, Pedra d’Água e Matias. Atualmente, a iniciativa é desenvolvida na Escola Municipal Antônio Santos Coelho Neto, no bairro da Penha, na Capital paraibana.

Alberto Banal 

Natural da região Trentino (Itália), Alberto Banal estudou nas cidades de Verona, Roma e Trento e doutorou-se em Letras e Filosofia na Università degli Studi de Milão. Apaixonado por literatura, sempre gostou de escrever poemas e contos, e publicou dois livros – um livro de memórias “28 giorni” e a fábula “Nel paese di Fruttilandia”-, cuja receita foi devolvida para obras sociais no Brasil.

Por causa do trabalho e, sobretudo, por paixão, teve a possibilidade de visitar vários lugares do mundo. Além da maioria dos países da Europa (inclusive a Islândia), foi à África (Marrocos, Argélia, Etiópia, Zâmbia, Gana e Senegal), à Ásia (China, Hong Kong, Indonésia, Índia, Sri Lanka, Maldivas), à Ásia Menor (Turquia, Geórgia, Arménia, Azerbaijão) e à América (Estados Unidos, Venezuela, Argentina, Peru, Colômbia, Brasil).

Nas suas viagens, Alberto teve a oportunidade de encontrar e conhecer povos e culturas diferentes, apreendendo, dessa forma, a riqueza das diversidades, e pode construir, graças a sua paixão pela fotografia, um precioso arquivo de imagens e memórias. Mora em João Pessoa desde 2005, onde continua este ofício de documentarista, dando visibilidade ao povo negro dos quilombos da Paraíba.

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Alberto Banal é integrante da Associação de Apoio aos Assentamentos e Comunidades Afrodescendentes (AACADE), onde coordena vários projetos que desenvolvem atividades culturais com crianças, adolescentes e jovens quilombolas.

Já produziu várias exposições fotográficas, no exterior e no Brasil. As últimas, na Estação Cabo Branco, tiveram excelente número de visitantes. Foram elas: ‘Troncos Velhos-Galhos Novos: o legado intergeracional nos quilombos’; ‘Áfricas’; e ‘O Povo Quilombola: Um Brasil Desconhecido’.

SERVIÇO:

EXPOSIÇÃO FOTÓGRAFICA

Título: Todos diferentes. Todos iguais.

Expositor: Projeto Fotógrafos de Rua

Responsável: Alberto Banal

Abertura: 1° de dezembro – até 24 de janeiro

Hora: 18h

Local: Primeiro pavimento da Torre Mirante

Horário de visitação: Terça a sexta-feira – 9h às 18h e sábados, domingos e feriados – 10h às 19h

Mais informações: www.joaopessoa.pb.gov.br/estacaocb

Fones: 3214.8303 – 3214.8270

FONTE: Secom/JP

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