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Campina Grande - PB

Estela avalia pleito e afirma que Cartaxo posa de bom moço em João Pessoa

06/10/2016 às 20:55

Fonte: Da Redação de João Pessoa (Hacéldama Borba)

Foto: Paraibaonline

Foto: Paraibaonline

A deputada estadual Estela Bezerra (PSB), após quatro dias do resultado do pleito eleitoral no qual o seu partido, o PSB, saiu derrotado nas urnas em João Pessoa, fez uma avaliação do processo.

Para a deputada foi difícil o PSB ultrapassar a imagem de bom moço, que o prefeito Luciano Cartaxo (PSD) passa para boa parte da população.

Segundo a deputada, a candidata do PSB, professora Cida Ramos foi uma guerreira e ninguém pode dizer o contrário até por conta das suas limitações físicas em ter conseguido dentro de 45 dias  que conseguiu fazer com a militância, com a movimentação política na cidade.

“Mas nós sabíamos o tempo inteiro que sob todas as condições nós teríamos uma disputa muito difícil de fazer com um governante, que tinha conseguido passar quatro anos sem ser desgastado, pois o desgaste que sofreu no último ano foi em consequência das obras inacabadas e das promessas não cumpridas”, disse.

Disse ainda que pela imagem que o prefeito tinha e pela própria postura de não ir para nenhum debate, de não fazer nenhum esclarecimento sobre qualquer coisa, a vitória não foi tão difícil.

“Ele posou de bom moço para boa parte do imaginário da população e a vitória em João Pessoa, se deve à escolha que o povo fez e à habilidade que o governante teve em manter-se em boa avaliação sem nenhum desgaste no município”, observou.

Para Estela Bezerra, não dá para responsabilizar a vitória de quem saiu vencendo pela derrota de quem saiu perdendo. “O PSB faz essa autocrítica e terá que fazer uma avaliação local, estadual e, inclusive, no âmbito nacional porque o grande vencedor das urnas foram as abstenções”, completou a parlamentar.

“Todos os partidos precisam fazer uma autocrítica, nesse momento, porque o voto nulo e branco venceram as eleições e é preciso se avaliar o quanto a política tem se afastado do interesse da população. Se os partidos não fizerem essa avaliação, nós estaremos condenados cada vez a uma política não representativa, a um  mandando não ser concluído por conta da judicialização de quem perde”, ressaltou.

 

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