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Campina Grande - PB

Deputado chama atenção sobre obras de infraestrutura no Estado para a transposição

13/10/2016 às 11:40

Fonte: Da Redação*

O deputado estadual Bruno Cunha Lima participou, na última semana, de comitiva organizada pelo prefeito Romero Rodrigues, que visitou obras do Eixo Leste da transposição do Rio São Francisco.

Ele disse que as obras estão em ritmo avançado, mas o que chamou a atenção são as obras da 6ª estação elevatória, que está no processo de alvenaria.

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Foto: Paraibaonline/ Hiran Barbosa

Porém, ficou menos preocupado por receber a informação de que 120 trabalhadores desempenharão suas atividades e a carga horária será duplicada para concluir a estação.

Porém, falou que obras de responsabilidade do governo do Estado, que colaboram para água da transposição desembocar no Açude de Boqueirão, não foram licitadas.

– O que nos preocupa de fato são as obras que dizem respeito à infraestrutura, recuperação do leito do Rio Paraíba e obras de recuperação de infraestrutura nas nossas três barragens, que se localizam entre Monteiro e o Açude Epitácio Pessoa e que formam a bacia hidrográfica do Açude Epitácio Pessoa, que são as barragens de Camalaú, Poções e São José II. Essas obras sequer foram licitadas ainda pelo governo do Estado – falou.

O parlamentar disse que, além da audiência requerida pelo prefeito Romero Rodrigues à Presidência da República, vai propor na Assembleia Legislativa da Paraíba (ALPB) que o governo federal, através do Dnocs, tome medidas similares às feitas nos últimos dias em relação a outras obras de infraestrutura de pequeno e médio porte e avoque para si a realização dessas obras.

Bruno citou que a insegurança hídrica e pública está gerando má repercussão para Campina Grande e o Estado. Ele espera que a sociedade exija ações efetivas do Poder Executivo estadual e federal.

– Nós não podemos, simplesmente, esperar Campina colapsar para depois tomarmos iniciativa. Além das obras da transposição, eu tenho chamado atenção desde o início do ano não apenas para quantidade de água que está disposta em Boqueirão hoje. A Aesa e a ANA têm uma previsão de que no dia 17 de janeiro de 2017 Boqueirão atinja um nível de 20 milhões de metros cúbicos. Hoje, nós temos pouco mais de 27 milhões e 20 milhões ainda seria, para o atual uso que Campina está tendo, uma válvula de escape para aguardar a chegada das águas do Rio São Francisco. Acontece que laudo técnico da Universidade Federal e alguns laudos vindos de São Paulo começam a acusar a não propriedade para uso humano da atual água existente devido à acumulação de cianobactérias, de toxinas, dos tóxicos acumulados ao longo desses mais de 50 anos da existência da barragem, que se localiza no volume morto, que é justamente a água que estamos consumindo agora. O que mais me preocupa é que essa água pode ser imprópria para o consumo humano – sublinhou.

O parlamentar contou que indagou a um representante da Aesa, em uma reunião, qual medida seria adotada caso o índice de tóxicos e cianobactérias se acumulem e torne a água imprópria para consumo humano. O representante afirmou que teria que suspender o fornecimento d’água.

– Se isso ocorrer em janeiro, fevereiro e em março, tendo em vista que a expectativa da chegada das águas se dará apenas em abril, depois precisa encher Camalaú, Poções e São José II e só talvez em junho a água chegue ao Açude de Boqueirão, me resta a pergunta: no dia que houver a suspensão até o dia da chegada das águas, de que água nós viveremos? Só tem uma saída repetida pelo professor Kepler, professor da Universidade Federal de Campina Grande, que alertou para necessidade da aquisição de um sistema de purificação de água para a atual água existente em Boqueirão. Até agora, o governo silenciou a respeito dessa problemática. Além da classe política, Campina deve fazer esse chamamento – aconselhou.

*As informações foram veiculadas na Rádio Campina FM.

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