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Campina Grande - PB

Colunista comenta a audiência entre Ricardo Coutinho e Michel Temer

17/11/2016

Foto: Ascom

A audiência ocorrida ontem entre Ricardo Coutinho e Michel Temer cumpriu os seus objetivos ocultos: distensionar o relacionamento entre um presidente ungido ao cargo de maneira indireta, pela via do impeachment, e um governador e embandeirado defensor do mandato da presidente apeada do poder.

Na prática, a conversa de ontem teve uma indispensável fase preparatória na semana passada, quando Raimundo Lira e alguns deputados paraibanos com laços com o ´Palácio da Redenção´ realizaram uma conversa preliminar com Temer, como forma de pavimentar e balizar a conversa entre chefes de executivo.

Durante 1 hora e 15 minutos, aproximadamente, o presidente ouviu as demandas do Governo da Paraíba com a receptividade protocolar e a resposta de que acionaria os ministérios relacionados aos pleitos para posterior deliberação e/ou resposta.

Quando a tensão inicial deu lugar à fluidez das palavras, Ricardo se permitiu sugerir ao presidente um “maior debate” acerca da medida provisória que modifica o ensino médio.

O senador Lira acompanhou tudo de perto. Ele era uma espécie de avalista da conversa – devido às ligações próximas que mantém com os dois interlocutores -, mas igualmente uma espécie de extintor de incêndio, pronto para entrar em ação se o rito protocolar ficasse ameaçado.

“A audiência foi boa sob todos os aspectos”, resumiu posteriormente um Lira, ao mesmo tempo, aliviado e satisfeito.

“Temer foi muito cortês”, grifou o senador.

Ricardo prescindiu da presença de toda a bancada paraibana na audiência, como chegou a ser ofertado pelo coordenador dos parlamentares paraibanos, deputado Benjamin Maranhão (SD).

Mas aproveitou o ´gancho´ do aceno para apelar publicamente aos congressistas ´made in Paraíba´ que redirecionem para o Estado a emenda impositiva de bancada (R$ 150 milhões) para o Orçamento da União para 2017, visando o fortalecimento do sistema adutor (abastecimento d´água) da Paraíba.

“Nós não queremos o conflito, não somos oposição à Paraíba. O governador precisa deixar a política partidária de lado e perceber que as eleições acabaram. Agora, precisamos unir forças para tentar minimizar os muitos problemas que o nosso Estado tem”, comentou.

A audiência de ontem pode ser convertida numa analogia. O ´pai da noiva´ (Temer) chama o arredio namorado da filha para conhecê-lo, sentir as suas reais intenções e aferir o grau de convivência que eventualmente podem desfrutar.

O convidado (RC) sentiu que chegou a honra de encarar o ´pai da noiva´ (chamada governo federal), porque o dote do namoro é cada vez mais indispensável, à medida que aperta o cinto das receitas públicas deprimidas.

O tempo dirá o ´grau de sedução´ ditado pela necessidade das relações institucionais.

A informação está publicada na coluna Aparte, do jornalista Arimatéa Souza.

Para ler a coluna inteira, acesse aqui:

http://paraibaonline.net.br/p_aparte/

 

FONTE: Da Redação

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