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Campina Grande - PB

Coluna do Senador Deca: Reformando a esperança

26/11/2016

Foto: Ascom

foto: ascom

* Por José Gonzaga Sobrinho (Deca)

O Governo Michel Temer começou – até em função das circunstâncias políticas – sob um manto de esperança, mas também de suspeição.
O desajuste fiscal levaria o novo governo a cortar benefícios?

Os brasileiros perderiam direitos?

Seis meses depois, a resposta para estas interrogações estão aos poucos sendo dadas e consolidadas. E elas são promissoras. O Governo não apenas manteve todos os benefícios sociais herdados pelos antecessores como fez adendos que trazem alento para as camadas sociais mais vulneráveis.

Aplicou, por exemplo, reajuste maiúsculo ao Bolsa Família. Seguiu com o Minha Casa Minha Vida e agora coloca em ação o cartão reforma, cujo lançamento tive a honra de testemunhar no Palácio do Planalto. O novo benefício do Governo Federal vem, de fato, em boníssima hora.

Milhões de beneficiados por programas de redução do déficit habitacional têm hoje necessidade real e concreta de reformar suas casas.
O Governo, inclusive, já contabilizou essa demanda. De acordo com levantamentos feito pelo Ministério das Cidades, há no Brasil cerca de 7,5 milhões de moradias em situação “precária”.

Imóveis tão danificados que acabaram por transformar a realização do sonho da casa própria numa insônia permanente. E é nesse nicho que o novo programa social do Governo Federal atuará como refrigério importantíssimo, viabilizando as reformas da casa própria sem apertar os orçamentos domésticos.

Serão liberados créditos que vão de R$ 2 mil a R$ 9 mil para aquisição de materiais de construção para cerca de 3 milhões de famílias cuja renda mensal tenha teto de R$ 1,8 mil.

Ao longo de 2017, o Governo Federal injetará no cartão reforma R$ 500 milhões – investimentos que não só vão melhorar o padrão de vida dos beneficiários do Minha Casa Minha Vida, mas também movimentar as engrenagens de um segmento de mercado com grande potencial de gerar emprego e renda: a construção civil.

De fato, quando o governo lança um programa dessa natureza, fomentando o setor de habitação, não está somente prestigiando aqueles que recebem e ou comercializam os materiais de construção. O círculo virtuoso também viabiliza a volta do emprego.

E essa é a resposta mais alentadora que se pode dar neste instante republicano a um Brasil que, enfim,  placa a ansiedade, freia a desconfiança e flerta com a volta da esperança.

Sim, voltamos a ter esperança de que vamos conseguir acordar este gigante para um ciclo de desenvolvimento sustentado e promissor.

* Senador (PSDB-PB)

FONTE: Da Redação

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