...

Campina Grande - PB

Cagepa: fiscalização da água de Boqueirão é responsabilidade da ANA

18/11/2016

Atualmente, um dos maiores problemas dos gestores paraibanos e órgãos competentes do Estado tem sido a crise hídrica.

O Açude Epitácio Pessoa, que fica localizado na cidade de Boqueirão e abastece 19 municípios paraibanos, está com 5,7% de sua capacidade total.

Foto: Paraibaonline

Foto: Paraibaonline

O gerente regional da Cagepa, Ronaldo Menezes, disse que durante reunião realizada no dia 30 de agosto deste ano com representantes da Agência Nacional de Águas (ANA) e Ministério da Integração Nacional, o engenheiro da ANA, Rodrigo Flecha, comunicou que foi autorizada a retirada de mais 10 milhões de metros cúbicos d’água pela Cagepa.

Faltaria apenas, de acordo com Flecha, publicação de nova resolução oficializando a informação.

Ronaldo sugere que a ANA não mencione mais o volume mínimo d’água na nova resolução, mas destaque que a água deve ser distribuída com qualidade.

– O manancial está com 23 milhões. A perspectiva é que no final de dezembro esteja com 20 milhões, em abril esteja com 10 milhões e em junho em torno de 7 milhões de metros cúbicos – falou Menezes.

O gerente frisou que a água está sendo captada através de bombas flutuantes instaladas no Açude de Boqueirão.

A única característica negativa identificada na água do manancial é que ela é salobre. Menezes disse que o tratamento da água já está sendo complementado pela Companhia.

Sobre as denúncias feitas pela deputada Daniella Ribeiro (PP) da retirada irregular da água por pipeiros em Boqueirão, que foi feita esta semana, Ronaldo explicou que a gestão é de responsabilidade da ANA e a Cagepa é apenas um usuário.

– Quem deve dizer o que deve ser feito com a água é a Agência Nacional. A Cagepa é responsável pela água que é autorizada, quando ela faz a captação através do flutuante, no momento em que a água vai para as tubulações, aí já é nossa obrigação fiscalizar os furtos de água. No primeiro momento, por ser água de domínio federal, a ANA que deve fiscalizar retirada da água – explicou.

Além disso, a responsabilidade de desassoreamento do manancial não é dever da Companhia, mas é tarefa do Dnocs. Entretanto, na opinião do gerente, o desassoreamento exige muitos recursos e é complexo.

– Ao meu ver, a grande preocupação hoje, seria o cuidado ao longo do rio até porque todo o assoreamento vem do rio – esclareceu.

*As informações foram veiculadas na Rádio Campina FM.

FONTE: Da Redação*

Veja também

Comentários