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Campina Grande - PB

Bolinha acusa Romero de usar a prefeitura em prol de interesses próprios

18/10/2016

Foto: Leonardo Silva/Paraibaonline

Foto: Leonardo Silva/Paraibaonline

O ex-candidato a prefeito de Campina Grande, Artur Bolinha (PPS), em entrevista à Rádio Panorâmica FM, criticou a reeleição do prefeito Romero Rodrigues (PSDB) na cidade.

Apesar de ressaltar que a vontade do povo é soberana e que reconhece a vitória do atual gestor, Bolinha afirmou que Romero foi reeleito com os “salários dos servidores municipais em atraso e sem ter nenhum legado” na Rainha da Borborema.

– A cidade reelegeu um prefeito que estava com os salários atrasados dos servidores, todos os fornecedores atrasados, as poucas obras paralisadas, uma série de promessas não cumpridas. A cidade reelegeu alguém que não construiu nenhum legado administrativo que justificasse a votação que teve – comentou.

Bolinha reforçou que Romero não tem nenhuma obra estruturante na cidade e que o gestor acabou com a saúde do município.

– Conseguiu piorar os serviços públicos, principalmente os de saúde. A atenção básica de Campina Grande está destruída. O Pedro I funciona de maneira superficial, e ainda funciona por conta da parceria com a Facisa. Durante o governo de Romero, Campina fechou quase três mil postos de trabalho. Mas, a cidade optou, talvez muito mais em rejeição ao ex-prefeito [referindo-se a Veneziano] – comentou.

Bolinha ainda destacou que não faz oposição a pessoa do prefeito Romero Rodrigues e sim ao modelo de gestão que ele representa.

– O modelo que Romero representa é o da utilização da prefeitura para atender os interesses muito mais dele, do que da cidade. Você vê os secretários, são as mesmas pessoas, as mesmas figurinhas. Chega ao período eleitoral enche a folha de comissionados e prestadores de serviço. Isso é a utilização de forma criminosa da máquina pública. Essas pessoas não estavam trabalhando e sim cumprindo outro papel, de agentes políticos. No momento em que você chega pra alguém e dá um contracheque para essa pessoa, e essa pessoa passa a receber sem trabalhar você cria certa vinculação. Esses dados estão no Caged. De janeiro a abril a PMCG contratou 1.200 prestadores de serviço, gerou um impacto na folha de quase R$ 2 milhões de reais. Aí, de forma demagógica, o prefeito anuncia que vai congelar o próprio salário – criticou.

FONTE: Da Redação

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