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Campina Grande - PB

Avaliação da Caderneta de Saúde da Criança é realizada em Campina

12/01/2017 às 21:33

Fonte: Codecom/CG

Foto: Codecom/CG

O Ministério da Saúde, a Fundação Oswaldo Cruz e o Instituto Nacional de Saúde da Mulher, da Criança e do Adolescente, junto com o Fundo das Nações Unidas para Infância estão avaliando o uso da Caderneta de Saúde da Criança no Brasil e, para isso, realizaram pesquisas em dez municípios brasileiros, sendo um deles Campina Grande. O objetivo é verificar a eficiência da Caderneta para acompanhamento e desenvolvimento em saúde das crianças.

Foram escolhidas duas cidades de cada região. Nesta quinta-feira, 12, os representantes do trabalho estiveram em Campina Grande para discutir com os trabalhadores em saúde os dados da pesquisa desenvolvida na cidade. Os questionários foram aplicados pelos Agentes Comunitários de Saúde com 204 famílias de 19 Unidades Básicas de Saúde.

A Caderneta de Saúde da Criança é um documento usado para registrar todos os aspectos da vida da criança a fim de promover um crescimento saudável e digno. Informações como desenvolvimento, amamentação, vacinação, alimentação, crescimento, saúde bucal, ocular e auditiva, condições sociais e escolaridade são preenchidas pelas famílias e pelos agentes de saúde.

A pesquisa buscou avaliar se as informações estão sendo devidamente preenchidas, se as famílias foram orientadas sobre o uso desse documento e como as secretarias de saúde municipais estão acompanhando as crianças.

“Os levantamentos aplicados nas dez cidades apontaram a necessidade de fortalecer e divulgar a importância da caderneta no país”, disse a Coordenadora, Maria Virgínia Marques. Uma nova caderneta está sendo preparada a partir dessas discussões.

Foto: Codecom/CG

Os dados mostram ainda que em Campina Grande 99% das gestantes fizeram pré-natal pelo Sistema Único de Saúde e 26% tinham gestação de risco, mais de um quarto do total.

Os números mostram ainda que 91% das mulheres deram à luz pelo SUS na cidade, enquanto que na média nacional foram 87%. A pesquisa destaca ainda que 37% das mães tiveram uma visita domiciliar de equipe médica após o parto. Em todas as cidades a média foi de apenas 25%.

Com relação às crianças, foi constatado que 10% nasceram prematuras e 5,5% foram de baixo peso. O trabalho apontou que o município é o que melhor se comunica por telefone com as gestantes, tanto para passar informações, quanto para marcar consultas.

“O fato de a pesquisa ser realizada em Campina Grande nos mostra vários indicativos de onde estamos acertando e onde precisamos melhorar o acompanhamento e vamos fazer isso”, disse a Secretária Municipal de Saúde, Luzia Pinto.

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