...

Campina Grande - PB

Adriana Melo expõe dificuldades para pesquisadores na Paraíba

11/10/2016 às 17:20

Fonte: Da Redação

A médica especialista em medicina fetal, Adriana Melo, expôs, nessa terça-feira (11), sua preocupação quanto aos índices de chikugunya em adultos na Paraíba que, segundo a médica, são tão graves quando a zika vírus em bebês.

– O zika vírus deu essa repercussão toda por conta da microcefalia, a chikugunya para adultos é muito pior. Estão morrendo idosos, jovens descompensando lúpus, artrites, se você não tratar muito bem a dor do corpo pode cronificar por cinco/dez anos, tivemos casos de perda de movimentos de mão e de perna – alertou.

Ao comentar a PEC 241 que estabelece um teto para os gastos federais e que, em tese, diminuiria o repasse para o setor da saúde, Adriana afirmou que a situação, mesmo antes da medida, nunca foi a ideal.

– Estamos num momento como foi o ano passado, onde uma doença que o mundo não conhecia e que precisávamos de recursos para descobrir. Procure saber quantos pesquisadores receberam recursos para fazer pesquisas. Estamos fazendo pesquisa por amor – disse.

Foto: Reprodução/TVPB

Foto: Reprodução/TVPB

Adriana Melo ainda relembrou o Centro de Pesquisas que serviria de apoio e seria localizado em Campina Grande, afirmando que, apesar do apoio da Prefeitura Municipal, ainda existem dificuldades que atrasam o início das obras.

– O Centro foi um sonho nosso. Campina deu um grande apoio, mas lembrar de que Campina Grande não é Estado. A Prefeitura já doou o terreno, doou parte da verba, temos conseguido material de construção, mas falta ainda cerca de 200 mil reais para começar a construir esse centro – expôs.

A médica também revelou problemas de comunicação com o Governo do Estado, apesar de não responsabilizá-lo por todos os problemas, ao ser questionada sobre a razão de haver um apoio maior da Paraíba.

– Não temos tido muito contato com o Governo do Estado. Eu não sei, acho que essa pergunta tem que ser feita ao Governo do Estado, porque eu nunca vi uma reunião em João Pessoa. Mas não adianta cobrarmos só do Governo, acho que a sociedade deve, sim, a essas mães – disse.

Veja também

Comentários