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Campina Grande - PB

2016 não deixa saudade para muitos campinenses, mas a esperança sobrevive

31/12/2016 às 20:08

Fonte: Da Redação

*Eloyna Alves

Especial para o PARAIBAONLINE

O ano de 2016 está saindo de cena para dar lugar a 2017, que vem para reascender as esperanças daqueles que passaram por dificuldades ao longo desses últimos 365 dias. Mas se manter otimista em meio aos problemas não está sendo fácil, uma vez que muita gente acaba se vendo sem grandes perspectivas para o futuro em Campina Grande.

Crise econômica, crise hídrica e o desemprego, por exemplo, foram alguns dos fatores que fizeram de 2016 um ano difícil para muitas pessoas, dando ainda mais motivos para elas desejarem que 2017 seja de fato um feliz ano novo.

É o caso do gerente de uma loja de calçados que funciona no Centro de Campina Grande, Alessandro Rodrigues. Segundo ele, a movimentação no estabelecimento comercial em que trabalha caiu esse ano em virtude de dois agravantes: a falta de dinheiro e a falta de água.

“A maioria dos nossos clientes são das cidades circunvizinhas e eles dizem que não estão comprando mais porque estão usando o dinheiro para pagar água de carro-pipa. Para 2017 as expectativas não são de melhora, mas ainda assim precisamos nos esforçar para sermos otimistas”, declarou.

Se gerir os impactos dos problemas ocasionados pela crise foi complicado, trabalhar em meio a uma situação semelhante a essa também não foi simples, como revelou o funcionário de uma loja de variedades, também do Centro de Campina, Jocivaldo Pereira, 28 anos.

“Trabalho desde 2008 no comércio e, desde então, 2016 foi sem dúvida o ano mais difícil pra gente. Por conta disso, em casa também tive que dar uma maneirada nos gastos. Gastar agora só com o necessário. Resta torcer que em 2017 as coisas mudem, principalmente a situação financeira”, frisou.

Foto: Marcelo Hide/ Fotos Públicas

O problema é ainda maior para aqueles que passaram o ano inteiro à sombra do desemprego. “Eu era atendente de telemarketing e fiquei desempregada em dezembro de 2015. Durante 2016 não consegui emprego e como tenho curso técnico de enfermagem e cursando Fisioterapia, tava procurando emprego como cuidadora de idosos. Tenho uma filha pequena e manter os gastos com escola e alimentação muito difícil”, comentou Eliedja Santos, 30 anos, que diante disso foi categórica ao responder o que espera de 2017: “com certeza um ano totalmente diferente de 2016”.

Mas há também quem tenha conseguido transformar as adversidades de 2016 em uma oportunidade para buscar uma melhoria de vida. A jovem Karynne Matos, 21 anos, reprovou de ano em 2015 e decidiu se dedicar mais aos estudos em 2016.

Como resultado do esforço, ela passou no vestibular e vai cursar Psicologia em uma faculdade particular de Campina Grande.

“Acho que a gente não deve se deixar abalar pelos problemas. Temos que pensar que de tudo pode sair algo bom porque com pensamento positivo a gente consegue atrair coisas boas pra nossa vida”, pontuou.

Se o ano novo que se inicia vai proporcionar mudanças positivas na vida das pessoas, como é o caso de Karynne e como esperam Alessandro, Jocivaldo e Eliedja ainda não dá para saber.

O que se sabe é que a esperança se renova dentro do coração deles e de tantas outras pessoas que não tiveram um 2016 tão bom assim, mas que não deixaram de acreditar que dia melhores virão.

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